Um blogue pessoal mas... transmissível

23
Mar 09

 

Este primeiro fim-de-semana de primavera ficou marcado pelo reaparecimento na minha vida de alguém de quem não tinha quaisquer notícias há mais de três anos. Através de um simples mail tive a inesperada surpresa de ver o A. entrar novamente na minha vida. Nunca falei aqui deste amigo tão especial, um amigo daqueles que se conhecem em momentos decisivos e que nos marcam para o resto da vida, mesmo que por força das circunstâncias os nossos caminhos sigam rumos diferentes e deixemos de nos contactar com a frequência que desejávamos. Foi o que aconteceu entre mim e o A.. Uma bela amizade que não resistiu à distância e ao tempo… até agora.

 

Intitulei este post/pensamento de "Não há coincidências...". Muita gente diz-me que sim. Que há coincidências. E para justificar a sua posição, acenam-me com factos e argumentos, à primeira vista irrefutáveis. Eu, porém, continuo a pensar que não. O que interessa é saber interpretar adequadamente os sinais que se escondem por detrás dos acontecimentos que são considerados por muitos como coincidências. Provavelmente só mais tarde, quando os acontecimentos já estiverem suficientemente maturados, é que se conseguem desvendar completamente as razões pelas quais um simples acontecimento é encarado como uma grande coincidência. Até lá, apenas podemos fazer conjecturas e arriscar explicações.


Contrariamente ao que penso, considero que o facto de o A. ter entrado de novo em contacto comigo neste momento é uma grande coincidência. No momento em que um grande amor sai da minha vida, aparece alguém por quem continuo a nutrir um carinho muito especial... Sendo uma pessoa de afectos, costumo ligar-me demasiadamente aos amigos. Por isso mesmo, quando se dão os afastamentos e se quebram as amizades, sofro a dobrar. Mas é assim que eu continuo a viver as minhas amizades, mesmo contra todos os ventos e marés. Voltando à razão de ser deste reaparecimento do A. na minha vida, tenho para mim que este facto, quando nada o fazia prever, quer mostrar-me alguma coisa, precisamente quando estou a tentar libertar-me das amarras que ainda me prendem ao M..

 

É no meio de um enorme turbilhão de sentimentos e emoções, quando ainda quero acalentar uma réstia de esperança de que algo possa mudar em relação ao M. e ao mesmo tempo tento convencer-me do contrário, que novos factos vêm juntar-se à história e pessoas que são importantes para mim entram de novo em cena. Começo a pensar que no palco em que decorre a representação da minha vida já não cabe mais ninguém. Estão lá todos os personagens. A representação entrou em cena. O sucesso está garantido. Pelo menos, para quem assiste à representação não será um tempo mal empregue... Já para mim estes acontecimentos, aparentemente sem qualquer significado especial, colocam-me sempre novas questões. Por isso mesmo, acho que a representação da minha vida está a ficar demasiado complexa…


Devo dizer que eu e o A. mantivemos ao longo de anos uma relação de grande amizade. Não uma "amizade colorida", mas uma grande amizade. De todas as pessoas com quem travei amizade ao longo da vida, foi talvez a pessoa com quem mais me identifiquei em todos os sentidos e com a qual mantive sempre uma relação de grande cumplicidade. Sem margem de erro, diria que nas minhas relações amorosas nunca existiu uma tal comunhão de sentimentos. Podem então perguntar-me porque é que as coisas nunca avançaram noutro sentido. Apesar de me questionar muitas vezes o porquê de isso não ter acontecido, arrisco agora uma explicação. Talvez porque a nossa amizade se sobrepôs a tudo o resto e foi considerada, ao menos tacitamente, como algo ainda mais importante do que qualquer relação de amor e que era preciso manter a todo o custo. Porque como disse atrás, o A. apareceu na minha vida num período deveras complicado, em que foi preciso tomar decisões difíceis, e a sua indefectível amizade foi determinante para mim nesses momentos. Mas isto são apenas divagações de alguém que gosta de discorrer pensamentos sobre pequenas coisas que lhe vão acontecendo no dia-a-dia…
 

publicado por Pensador Insuspeito às 19:32

Mais uma entrada profunda, daquelas que dá que pensar!
Talvez seja sinal de mudança...é primavera e um novo ciclo começa ;)
Abraços
A... a 23 de Março de 2009 às 21:52

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