Um blogue pessoal mas... transmissível

12
Mar 09

 

Vem este título a propósito da canção escolhida pela Geórgia para levar à próxima edição do Festival Eurovisão da Canção, que vai ter lugar em Moscovo, e que a organização considera inaceitável por causa da mensagem implícita no título e no refrão da mesma. "We Don’t Wanna Put In" é a mensagem que está na origem da discórdia. A sequência fonética das palavras alude ao nome do primeiro-ministro russo Vladimir Putin e pode ser interpretada em português como "nós não queremos Putin". Confesso que fui um espectador assíduo do Festival Eurovisão da Canção durante vários anos mas, por diversos motivos, as últimas edições têm-me passado ao lado. No entanto, causa-me uma certa impressão que o regulamento do mesmo permita que os países concorrentes possam apresentar-se ao certame com músicas cantadas em inglês. Eu sei que é por motivos comerciais mas torna-se bastante empobrecedor em termos culturais e linguísticos. Aliás, não gostava nada de ver Portugal representado por uma música cantada na língua de sua majestade...
 

Aqui fica o vídeo da canção "anti-Putin" que a Geórgia quer levar ao Festival e que a Eurovisão proibiu...

 

 


 

Ontem, acabei a tarde numa bela esplanada frente ao mar, a realizar que já cheira a primavera e que não tarda nada estamos de novo no verão. O sol ainda brilhava e as preocupações do dia-a-dia iam-se tornando etéreas perante o espectáculo de um mar que parecia convidar a um mergulho. Aliás, o mar sempre foi para mim uma espécie de confidente nas horas mais difíceis ou nos momentos mais felizes. Sou capaz de passar horas frente ao mar, simplesmente a olhar o horizonte e a reflectir na minha vida. Depois de tomar uma bebida fresca, tudo parecia ainda melhor, até que caí novamente no mundo real quando me voltei a confrontar com a notícia do dia: na Alemanha, um jovem de 17 anos, aparentemente normal e tranquilo, matou nove alunos e três professores na escola que tinha frequentado, sendo que um dos estudantes feridos acabou por falecer. Após o massacre, Tim Kretschmer pôs-se em fuga. Pelo caminho matou ainda mais três pessoas, até ser ele próprio abatido a tiro pela polícia. Ao todo 17 mortos. Naquele final de tarde, dei comigo a pensar que Tim podia ser um dos meus alunos. Que a escola de Winnenden podia ser a minha escola. Que os alunos massacrados podiam ser meus alunos. Que os professores assassinados podiam ser meus colegas. Que eu próprio podia estar entre os professores assassinados… Perante isto, nada mais me restou fazer senão olhar novamente o sol e o mar, cheirar a primavera e deixar que a natureza me alienasse mais uma vez…

 


 

Diz o Procurador-Geral da República a propósito do projecto de lei sobre a violência doméstica que uma lei ordinária não deve incluir tantos conselhos de ordem moral. Ressalvando o facto de considerar urgente uma lei que criminalize gravemente a violência doméstica, naquele aspecto em particular não poderia estar mais de acordo com Pinto Monteiro. É do conhecimento geral que em Portugal legisla-se bastante, a propósito de tudo e de nada. E sobretudo legisla-se muito mal, porque é sabido que a pressa é inimiga da perfeição. É incrível o número de diplomas legais que todos os dias são publicados… Além disso, os legisladores têm tendência a verter na lei as suas próprias convicções, enchendo os preâmbulos de conteúdos ideológicos, éticos e morais. Não me cabe a mim julgar os princípios e as convicções que cada um carrega consigo. Mas o que tenho a dizer é que os legisladores não devem transformar a lei num repositório de máximas de vida e conselhos moralizadores. Esta tentação é uma herança de um passado não muito longínquo em que o Estado assumia o papel de polícia dos costumes. Pelo contrário, num Estado demoliberal, a lei deve abstrair-se de tecer considerações morais ou ideológicas e o Estado não deve interferir na esfera íntima da vida dos cidadãos…

 

publicado por Pensador Insuspeito às 20:32

 

Ontem recebi um email com as "melhores frases dos piores alunos" que gostava de partilhar convosco. Confesso que, mesmo sendo professor, nunca deixo de me surpreender. Depois digam de vossa justiça...

 

"O metro é a décima milionésima parte de um quarto do meridiano terrestre e para o cálculo dar certo arredondaram a Terra!"

 

"O cérebro tem uma capacidade tão grande que hoje em dia, praticamente, toda a gente tem um."

 

"O piloto que atravessa a barreira do som nem percebe, porque não ouve mais nada."

 

"O teste do carbono 14 permite-nos saber se antigamente alguém morreu."

 

"Nos aviões, os passageiros da primeira classe sofrem menos acidentes que os da classe económica."

 

"O índice de fecundidade deve ser igual a 2 para garantir a reprodução das espécies, pois precisa-se de um macho e uma fêmea para fazer o bebé. Podem até ser 3 ou 4, mas chegam 2."

 

"Em 2020 a caixa de previdência já não tem dinheiro para pagar aos reformados, graças à quantidade de velhos que não querem morrer."

 

"A água tem uma cor inodora."

 

"A luta greco-romana causou a guerra entre esses dois países."

 

"O tabaco é uma planta carnívora que se alimenta de pulmões."

 

"Quando dois átomos se encontram, vai dar uma grande merda."

 

"Princípio de Arquimedes: qualquer corpo mergulhado na água, sai completamente molhado."

 

"As aves têm na boca um dente chamado bico."

 

"A Terra é um dos planetas mais conhecidos e habitados do mundo."
 

"Quando Cristóvão Colombo chegou à América, os índios correram nus pela praia, gritando: fomos descobertos!"

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:47

 

Diz-se que Gerry McCann, o pai de Maddie, a menina desaparecida na praia da Luz em Maio de 2007, criticou ontem o comportamento dos jornalistas, pela forma como cobriram o desaparecimento da sua filha. De acordo com o médico, a sua família foi quase "destruída", em especial pelas notícias inventadas e que considera terem prejudicado as buscas, pelo que apelou a mais e melhor regulação dos media junto da comissão permanente do Parlamento inglês para os assuntos de Cultura, Desporto e Comunicação Social. Os McCann até podem ter razões de queixa acerca de um certo jornalismo sensacionalista que vive às custas da desgraça alheia, mas ao mesmo tempo só me ocorre perguntar se não queriam eles que o caso fosse amplamente divulgado por todo o mundo, contando para isso com o apoio incondicional dos meios de comunicação social? Não foram eles que correram "ceca e meca", arrastando atrás de si os jornalistas como autênticas sombras? Não foram eles que contrataram um assessor de imprensa, pago a peso de ouro, logo desde os primeiros momentos? Perante isto, diria que a fama tem o seu preço. Um altíssimo preço. No fim de contas, os McCann viram como é difícil sobreviver quando se é o alvo dos media. Por isso mesmo, antes de enveredar pelo caminho da fama deveriam ter pensado duas vezes…

 


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