Um blogue pessoal mas... transmissível

13
Mar 09

 

Vem este post/pensamento a propósito de estarmos a viver mais uma sexta-feira 13 (a segunda deste ano), considerado um dia aziago pelos supersticiosos. Devo dizer que nunca liguei a crendices deste género mas respeito quem sente arrepios só de pensar neste dia. Para os mais supersticiosos, ainda há outra sexta-feira 13, lá para Novembro… O que me levou a escrever este post é a imensa popularidade que por via desta superstição alcançou um filme com o mesmo título: "Sexta-feira 13", cuja premissa radica precisamente no dia da má sorte. "Sexta-feira 13" já conta com 11 filmes, além de uma série de televisão, revistas de banda desenhada e "merchandising" diverso. Nunca gostei de filmes de terror mas ainda tive estômago para ver "Sexta-feira 13: Parte IX", estreado no (longínquo) ano de 1993. A propaganda quis fazer crer que seria o último da saga e por isso, com alguma curiosidade e à falta de melhor para fazer, resolvi assistir ao meu primeiro "Sexta-feira 13". Como nos filmes anteriores, a estrela é o "serial-killer" de nome Jason Vorhees, que, com a sua máscara de jogador de hóquei, se tornou uma figura incontornável do cinema de terror. Com algum esforço – afinal já lá vão 16 anos… - recordo que Jason é dado por morto depois de uma emboscada que lhe foi montada pela polícia. Mas, como não podia deixar de ser num filme de terror, o mal encontra sempre um meio de voltar. Uma vez na morgue, o médico legista é possuído pelo espírito demoníaco do "serial-killer" e passa a assumir vários rostos e formas com o objectivo de encontrar uma irmã para depois a matar e, assim, poder renascer. Lembro-me que achei o filme péssimo, uma trama sem qualquer sentido. Para quem já não gostava do género, não foi com aquele filme que passou a gostar…

 

 


 

1. Já estive às portas da morte uma vez. Verdade. Segundo rezam as crónicas, tinha eu apenas 2 meses de vida quando sofri uma intoxicação por inalação de fumo de uma lareira. Ao mesmo tempo, tive uma grave reacção alérgica a um medicamento que estava a tomar. Tudo junto resultou num "caldinho" que me levou às urgências de um hospital, no qual fui salvo in extremis contra todos os prognósticos médicos...

 

2. Sou um exímio cozinheiro e gosto de inventar receitas novas. Verdade. Em casa dos meus pais nunca aprendi a cozinhar mas desde que fiz um daqueles cursos de culinária para "totós" considero-me um bom cozinheiro. Pronto, confesso que exímio será um adjectivo um tanto exagerado mas acho que também tenho direito ao meu momento de glória... Por vezes, ainda me dá para experimentar receitas novas, o que nem sempre dá bom resultado. O pior é que quando me ponho a cozinhar, deixo a cozinha num estado que se assemelha muito a um campo de batalha...

 

3. Tenho medo das alturas. Verdade. Sofro de acrofobia (medo irracional de lugares altos). Só o facto de pensar num lugar alto causa-me suores frios. Em Paris, a muito custo subi a Torre Eiffel. Nunca subi à Torre dos Clérigos. E a lista poderia continuar... Para subir a um sítio alto, tenho de me sentir protegido por um parapeito ou qualquer artifício arquitectónico e nunca olhar para baixo na vertical. Até os meus piores pesadelos acabam invariavelmente numa grande queda de um sítio muito alto...

 

4. Tenho um piercing no mamilo esquerdo. Mentira. Efectivamente já pensei em fazer um piercing mas o medo de eventuais complicações falou sempre mais alto. Por outro lado, se numas alturas tenho perfeitamente decidido o sítio onde o quero fazer, noutras as dúvidas são mais que muitas. De qualquer maneira, é sempre uma possibilidade em aberto e pode ser que um dia destes acabem as indecisões e finalmente eu ganhe coragem para o fazer...

 

5. Sou adepto fervoroso do F. C. do Porto. Mentira. Não percebo nada de futebol, não consigo ver um jogo do princípio ao fim e incomodam-me muito a corrupção, a falta de vergonha e as tricas de comadres que todos os dias enchem as páginas dos jornais da especialidade. Se existe alguma verdade nesta afirmação é que nutro uma simpatia "bairrista" pelo "Fê-Quê-Pê". Mas fico-me por aí...

 

6. Pratiquei regularmente mergulho durante quatro anos. Verdade. Para quem nasceu e foi criado ao pé do mar, o elemento água sempre exerceu sobre mim um grande fascínio. Muitas vezes pensei em praticar um desporto relacionado com a água, até que num belo dia decidi que ia fazer mergulho. E assim foi. Inscrevi-me numa escola de mergulho e pratiquei esta actividade regularmente durante quatro anos. Devido a contingências várias, deixei de a praticar com a regularidade de outros tempos mas o "bichinho" ainda não morreu...

 

7. Já fiz voluntariado junto de doentes mentais. Verdade. Durante algum tempo fiz voluntariado numa clínica psiquiátrica. Um mundo completamente à parte, onde os "diferentes" somos nós. A princípio, estranha-se (muito) mas depois entranha-se. E entranha-se ao ponto de aquelas pessoas passarem a fazer parte de nós e das nossas vidas. Por razões profissionais, tive de abandonar o voluntariado. Mas está decidido. Assim que a minha vida pessoal e profissional se estabilizar definitivamente, vou retomar o voluntariado, não nos moldes em que o fazia, mas arriscando outras formas de o fazer.

 

8. Nunca cantei num karaoke. Verdade. Apesar de saber cantar (toda a gente diz que sim e eu concordo...), nunca me senti à vontade para cantar num karaoke, sobretudo se for em público. Talvez por não gostar de ser o centro das atenções e por ter um temperamento naturalmente reservado, sem queda para grandes espectáculos...

 

9. O meu primeiro relacionamento foi com uma mulher. Mentira. Fui muito precoce na percepção da minha homossexualidade mas nos verdes anos da adolescência foi algo a que não dei muita importância. Ainda assim, tive algumas "brincadeiras exploratórias" com um primo da minha idade, que até hoje é a única pessoa da família que conhece de facto a minha orientação sexual. Chegado à universidade, conheci o meu primeiro namorado, o R.. Não pensem que foi fácil lidar com os problemas acarretados pela nova situação, principalmente para alguém como eu que provém de uma família muito conservadora. Apesar da imaturidade emocional de ambos, conseguimos manter um relacionamento de cerca de 2 anos. Acabámos por nos separar e cada qual seguiu o seu caminho. Seguiu-se um período de "reclusão", entrecortado por algumas aventuras passageiras, sem qualquer tipo de significado ou consequências. Até que no ano passado o M. apareceu na minha vida e tudo mudou. O que inicialmente não passava de uma simples atracção física transformou-se num grande amor. O resto da história já é conhecido de todos...

 

P. S.: Desfeito o suspense e desvendadas as 6 verdades e as 3 mentiras, resta-me agradecer ao A... e ao Silvestre por terem sido os únicos corajosos a responder ao desafio. Não ganharam a torradeira mas ganharam com certeza a minha simpatia...

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:35

 

Na minha perspectiva, é muito preocupante o que se está a passar na indústria portuguesa. Enquanto o Governo se mostra orgulhoso de quatro anos de obra feita, a situação de crise na indústria está à vista de todos. De facto, todos os dias nos chegam notícias de empresas a fechar portas ou em risco iminente de as fechar. E não são apenas as Qimondas, as Delfhis e outras que tais, que até na crise as empresas parecem ter pedigree. São muitas pequenas e médias empresas que provêm ao sustento de famílias inteiras e que correm o risco de encerrar. Na zona onde moro, muitas empresas já fecharam portas enquanto outras estão a suspender a produção por períodos de alguns dias ou uma semana inteira, o que num futuro mais ou menos próximo não augura nada de bom... Por causa disso, conheço famílias em situações de grande aperto financeiro. São as prestações da casa ou do carro para pagar, são os filhos em idade escolar, com todas as despesas que isso comporta, são vidas adiadas, porque nuns casos as pessoas são muito novas e têm pouca formação académica enquanto noutros as pessoas já são demasiado velhas para conseguir novo emprego. Perante esta situação, arrisco-me a dizer que num futuro não muito distante, Portugal será apenas o grande shopping da Europa e o país do sol e da praia, enquanto algum concorrente mais barato não lhe arrebatar definitivamente clientes e turistas...

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:15

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