Um blogue pessoal mas... transmissível

16
Mar 09

 

Amy MacDonald é uma cantora e compositora escocesa. "This Is The Life" é o nome do álbum de estreia que deu à cantora o primeiro lugar da tabela de vendas britânica. O álbum foi lançado no Reino Unido em 2007 e no ano seguinte no resto do mundo, e já vendeu mais de dois milhões de cópias só na Europa. Desconhecida por terras lusas, a jovem Amy vai fazendo sucesso por terras britânicas e parece que vai actuar na 13.ª edição do Festival do Sudoeste. Por cá, o género folk-country-rock não tem grandes adeptos e apesar de eu também não ser grande fã do género, penso que a rapariga merece uma audição mais atenta. Aqui fica o vídeo do tema "This Is The Life", dedicado a este belíssimo final de tarde!

 

 

 


 

Diz-se que os deputados da nação andam muito preocupados com a saúde dos portugueses e vai daí toca a cortar no sal que é utilizado no pão que se consome neste jardim à beira-mar plantado. Já aqui escrevi sobre a tentação dos legisladores em imiscuir-se na liberdade individual dos cidadãos. E neste caso em particular, essa tentação vem ao de cima de forma quase anedótica. Mesmo que seja em nome da "saúde pública", que é inegavelmente um bem a acautelar por todos, a começar pelo Estado. No entanto, e correndo o risco de me repetir, entendo esta atitude como uma espécie de asfixia que o Estado impõe ao indivíduo. Não está em causa saber se menos quantidade de sal no pão é mais benéfico ou não para a saúde dos portugueses. Está antes em saber se uma regulação desta natureza compete ao Estado. Será que o Estado pode determinar em todos os casos a forma como dispomos da nossa saúde ou do nosso corpo? Que lugar pode existir para a liberdade individual? Creio que ao Estado compete apenas disponibilizar aos cidadãos toda a informação necessária para que estes possam tomar as decisões que acharem melhores para si. Registo que num universo de 230 deputados, apenas 5 (!) deputados votaram contra. Tal facto não é de estranhar mas é profundamente revelador. Será que os deputados que votaram a favor, contra tudo o que habitualmente defendem, acham que o Estado deve regular assuntos que pertencem ao foro íntimo da vida dos cidadãos? Ou será que isso nem sequer lhes passou pela cabeça? Por estas e por outras, começo a pensar que se hoje é o sal no pão, amanhã será o açúcar nos bolos, a cafeína no café, o cacau no chocolate, e assim por diante. Quando o Estado não se consegue auto-regular, as suas decisões começam a raiar os limites do absurdo…

 


 

Haverá melhor maneira de passar um fim-de-semana do que a gozar o dolce fare niente e a aproveitar o esplêndido sol que estes dias de final de inverno nos têm proporcionado? Claro que sim, dir-me-ão vocês. E eu acredito! Aliás, eu também penso que há uma e bem melhor. Passá-lo nos braços do meu Amor! Mas como tal não é possível, por agora resta-me passá-lo da melhor forma que sei e posso. Neste sentido, creio que existe sempre um grande nível de insatisfação entre aquilo que queremos e aquilo que podemos. E isso manifesta-se em qualquer idade. Senão vejamos. É a criança que faz uma birra monumental quando os pais não lhe compram o último jogo da PlayStation. É o adolescente que entra em depressão só porque o pai não autoriza tantas saídas à noite quantas a que ele desejava. É o adulto que fica à beira de um ataque de nervos só porque o vizinho do lado já tem o último modelo do carro dos seus sonhos e ele provavelmente nunca o conseguirá adquirir. É o casal que entra em crise conjugal porque não consegue alcançar um nível de satisfação sexual adequado. E assim por diante.

 

Aliás, penso que a insatisfação é um sentimento que nos acompanha ao longo de toda a vida. No entanto, encarado de forma positiva, pode ajudar-nos a concretizar projectos de vida e a alcançar metas. Não creio que a insatisfação em si seja algo negativo. O que poderá acontecer é que esse sentimento se prolongue por tempo indeterminado e se venha a tornar quase patológico. Por conseguinte, há que saber manter o ténue equilíbrio entre aquilo que se quer e o que se pode. Porque afinal existem coisas que nunca poderemos alcançar ou mudar. Algumas características físicas, por exemplo. Ainda assim, acredito que a este respeito a vida ajuda-nos sempre a lidar com a impossibilidade da mudança e a aceitar aquilo que não é passível de ser alterado. Mas voltando ao fim-de-semana, é sempre muito agradável passá-lo desta maneira descontraída… Assim dá gosto viver e esquecem-se por momentos as coisas desagradáveis do dia-a-dia e os muitos problemas que ainda povoam o meu pensamento. Pelo menos, nestes dias é possível dar boa vida a este computador, porque também ele merece descansar…

 


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