Um blogue pessoal mas... transmissível

01
Abr 09

 

 

Segundo os dados divulgados pelo Ministério da Educação na passada segunda-feira, parece que os alunos do ensino básico e secundário estão a faltar menos. Maria de Lurdes Rodrigues atribuiu o feito ao novo Estatuto do Aluno, que obriga os alunos faltosos à prestação de provas de recuperação. José Sócrates congratulou-se com este "progresso absolutamente extraordinário". Ora, tudo isto não passa de uma enorme falsificação da realidade. Aliás, o Governo de Sócrates, a propósito de tudo e de nada, manipula constantemente as estatísticas com o objectivo de mostrar ao "zé povinho" as coisas "boas" que têm sido feitas. Algo que sempre foi usado com alguma parcimónia por parte dos governos anteriores, é agora usado e abusado por este Governo.

 

Com conhecimento de causa, permito-me discordar do Ministério da Educação. E porque não sou de "falinhas mansas", diria que o novo Estatuto do Aluno é uma treta, que as provas de recuperação por excesso grave de faltas são uma treta, que a diminuição do número de faltas é uma treta. O que esta ministra da Educação conseguiu foi reduzir a função docente a um conjunto de tarefas burocráticas, ao serviço da falsificação das estatísticas, ao serviço dos pais irresponsáveis, ao serviço dos alunos que sistematicamente se "baldam" às aulas. Tudo isto com a bênção e a pedido do inominável senhor Albino Almeida, da CONFAP. Pensando melhor, a redução das faltas era afinal a mentira que o Ministério da Educação preparou antecipadamente para o dia 1 de Abril…

 


30
Mar 09

 

Começo a estranhar o silêncio em que está imersa a Presidência da República. Parece que o Presidente da República não tem nada a dizer sobre os últimos acontecimentos que envolvem ainda mais o primeiro-ministro no "caso Freeport". Já lhe conhecíamos essa faceta sonsa no caso Dias Loureiro, mesmo depois daquela falta de memória selectiva e radical, que veio mesmo a calhar. Agora o "caso Freeport" está de novo na ribalta, depois da TVI ter divulgado umas comprometedoras gravações em que o empresário Charles Smith afirma que José Sócrates é "corrupto". Convém dizer mais uma vez que no "caso Freeport", Sócrates é inocente até prova em contrário. No entanto, parece-me que o Presidente da República já se devia ter pronunciado sobre o que está acontecer, não alimentando guerrilhas político-partidárias, mas chamando a atenção para o funcionamento da justiça, que a meu ver tem sido pouco mais que vergonhoso.

 

De facto, quando existem dois arguidos suspeitos de corrupção activa, porque não se investiga qual é a identidade dos alvos dessa corrupção? Quando os magistrados envolvidos na investigação do caso se queixam de pressões nessa investigação, porque não se investiga de onde provêem essas pressões? Quando o processo parece ter estado parado durante quatro anos, porque é que só agora é que se avançou e ainda por cima pressionados pela investigação da polícia britânica? Quando existem jornalistas que dizem ter sofrido pressões de elementos do PS para não publicar notícias sobre o "caso Freeport", porque não averiguar a fundo qual a natureza de tais pressões e seguidamente proceder em conformidade? Tudo isto exigia uma intervenção do Presidente da República. Até para acautelar, como é sua obrigação, a separação de poderes, zelando para que o poder judicial não viva em cambalacho permanente com o poder executivo. Mas o homem é sonso demais…

 


17
Mar 09

 

A propósito da manifestação que juntou 200.000 mil pessoas nas ruas de Lisboa, José Sócrates defendeu ontem a "necessidade de um sindicalismo livre de tutelas partidárias para o melhor desenvolvimento do país". Já no fim da sua visita oficial a Cabo Verde, tinha manifestado a mesma opinião, enquanto se desfazia num rol de lamentações, a fazer lembrar uma velha carpideira, coberta de negro e a soltar gemidos. Infelizmente, em matéria de lamentações viu-se que Sócrates não está sozinho, pois o que faziam 200.000 mil pessoas em Lisboa senão lamentar-se de milhentas coisas, entre as quais de um governo que desgoverna… Ora parece-me que este é mais um discurso à maneira de Frei Tomás. Senão vejamos. Ninguém ignora que existe uma forte tendência sindical socialista na UGT, a qual até realiza um congresso, onde está presente José Sócrates como secretário-geral do partido. E também já toda a gente ouviu o mesmo José Sócrates a felicitar o militante socialista João Proença pela sua reeleição como secretário-geral da UGT. Por conseguinte, não vejo razões para a indignação de Sócrates. Se o primeiro-ministro quisesse realmente ser honesto, deveria ter defendido um sindicalismo livre de todas as tutelas partidárias, incluindo as do PS. Defendê-lo e pô-lo em prático, é claro…

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:32

14
Mar 09

 

Depois da visita (triunfalista) do presidente angolano a Portugal, José Sócrates apressou-se a viajar para Cabo Verde, não para passar umas imerecidas férias mas para oferecer - pasme-se - doze mil "magalhães". Sim, leram bem. Doze mil "magalhães" (!). Essa maravilha tecnológica de iniciativa socrática, indispensável à aprendizagem dos meninos e meninas deste país e, pelos vistos, do mundo inteiro. Ao que parece ainda foram a tempo de corrigir os erros de português... Na sua ânsia de protagonismo e grandeza, o primeiro-ministro ainda arrastou atrás de si nove ministros e sete secretários de estado (!), além de numerosos empresários e jornalistas. Uma comitiva em grande, portanto. Tal facto não é de estranhar. Para quem tem habitualmente o ego tão inchado, a visita do senhor dos Santos deve ter sido verdadeiramente traumatizante para José Sócrates. E foi-o com certeza para todos aqueles que ainda estão na vida política com alguma decência. Afinal, ao visitar um país ainda mais pequeno e mais pobre do que Portugal, o que Socrátes quis foi sentir-se de novo em grande...

 


03
Mar 09

 

Notável o artigo de opinião de João Miguel Tavares no DN sobre o discurso do primeiro-ministro na abertura do congresso do PS. Sócrates resolveu mais uma vez investir-se em defensor da moralidade na vida política portuguesa. Ressalvo que qualquer cidadão presume-se inocente até ao trânsito em julgado da respectiva sentença de condenação. No entanto, os factos estão à vista de todos e, por isso mesmo, exige-se maior recato político ao visado por eles. Com efeito, não é o nome do primeiro-ministro que anda associado a uma licenciatura duvidosa, a um licenciamento feito à pressa, a uma compra subvalorizada e a uns projectos de engenharia muito mal explicados? E não é pelo facto de o povo votar maioritariamente em alguém, que essa pessoa se pode arrogar o direito de se considerar acima do bem e do mal. Num Estado de Direito, as regras democráticas são para serem cumpridas por todos os cidadãos, até pelo cidadão primeiro-ministro. Apetece-me então repetir o velho ditado popular: "Bem prega Frei Tomás, faz o que ele diz mas não faças o que ele faz"...

 

publicado por Pensador Insuspeito às 20:39

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