Um blogue pessoal mas... transmissível

25
Mar 09

 

Já todos devem ter ouvido falar do spot televisivo de promoção da Antena 1 que há dias andou a passar na televisão estatal, ao qual Eduarda Maio, a biógrafa oficial de José Sócrates, emprestou a voz, e que colidia frontalmente com o artigo 45.º da Constituição da República, que de forma inequívoca estabelece que "a todos os cidadãos é reconhecido o direito de manifestação". Agora o BE fez uma versão truncada do mesmo polémico comercial da Antena 1 e colocou-a na net. Nesta versão alternativa, o pequeno filme serve para convocar a manifestação do 1.º de Maio, dia do Trabalhador. Nela, o já famoso automobilista Rui também não chega ao trabalho a horas, mas a causa é bem diferente. O Rui, que antes ficava empatado nas filas de trânsito causadas por uma manifestação, agora fica a saber pela informação de trânsito da Antena 1 que não chegará a horas ao trabalho porque… o patrão o despediu.

 

Aqui ficam os vídeos da primeira versão do anúncio…

 

 

 

... e da nova versão, da autoria do BE

 

 

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:37

24
Mar 09

 

 

No passado dia 10, a Fox Life estreou a 5.ª temporada de uma das minhas séries televisivas favoritas, "Donas de Casa Desesperadas", com a emissão de um episódio duplo. Esta nova temporada começou com um salto no tempo em relação ao final da anterior e todas as personagens têm agora mais cinco anos. "A ideia do salto no tempo veio dos produtores executivos da série 'Perdidos'. Nós quisemos dar uma nova perspectiva à série para darmos a conhecer cada uma das personagens mais uma vez", afirmou Marc Cherry, o criador da série.


"Donas de Casa Desesperadas" acompanha a vida de cinco mulheres – Bree Hodge (Marcia Cross), Lynette Scavo (Felicity Huffman), Susan Delfino (Teri Hatcher), Edie Britt (Nicollette Sheridan) e Gabrielle Solis (Eva Longoria) – que moram em Wisteria Lane, um bairro suburbano nos Estados Unidos. Com personalidades muito distintas, mas com uma amizade inquebrável, estas mulheres fazem tudo ao seu alcance para estarem de bem com a vida. Tudo começou quando Mary Alice Young (Brenda Strong), vizinha das protagonistas, abandonou o seu lar perfeito, no mais agradável dos subúrbios americanos, e pôs fim à própria vida. Agora, Mary Alice mostra-nos os pormenores escondidos no dia-a-dia da família, dos amigos e dos vizinhos, acompanhando tudo do seu "elevado" ponto de vista.


Nesta 5.ª temporada, Susan tem um novo interesse romântico, Jackson (Gale Harold), mas o seu ex-marido, Mike, ainda se encontra por perto, morando também em Wisteria Lane. A Scavo Pizzeria é agora um restaurante de grande sucesso, e Lynette continua a ser a "super-mãe" de três filhos que atravessam a adolescência. Os brilhantes cozinhados de Bree, que já conhecíamos de outras temporadas, valeram à personagem uma carreira no ramo. Bree é agora uma autora de livros de culinária, e Katherine faz parte da sua equipa. No entanto, Katherine sente-se mal pois Bree é uma estrela e ela não, apesar de terem começado o negócio de culinária juntas há cinco anos atrás. Gabrielle tem duas filhas, um marido cego e um orçamento mensal pouco atractivo, pelo que a pressão familiar começa a afectá-la. Edie, que tinha partido de Wisteria Lane destroçada na quarta temporada, está de regresso com um novo marido, Dave (Neal McDonough) e novos segredos. A não perder todas as terças-feiras, num televisor perto de si.

 

 

 

Queria falar-vos agora da grande novidade trazida pela temporada anterior de "Donas de Casa Desesperadas", com a entrada em cena do casal gay Bob e Lee que se mudou para Wisteria Lane e que veio "apimentar" ainda mais esta trama de sucesso. Tuc Watkins, que interpretou também um personagem gay noutra série televisiva, dá vida ao personagem Bob, um homem calmo que trocou a cidade grande pela tranquilidade de Wisteria Lane e uma vida mais pacata, e Kevin Rahm interpreta o papel de Lee, namorado de Bob. Marc Cherry, que é gay assumido, deu na altura uma entrevista ao site gay norte-americano "After Elton", revelando que os novos personagens, as suas atitudes e os efeitos provocados na vizinhança se baseiam na sua experiência pessoal. Contudo, esta não é a primeira vez que a série aborda o tema. Numa das temporadas anteriores, o jovem Andrew (Shawn Pyfrom), filho de Bree, tem sérias dificuldades em fazer o seu coming out, e na 4.ª temporada o personagem que interpreta alcança outra projecção com a chegada dos novos vizinhos. Nesta 5.ª temporada, pensa até em casar-se com Alex (Todd Grinnell), um médico que no passado participou num filme pornográfico, o que deixa a mãe à beira de um ataque de nervos...

 

Aqui fica um vídeo com os personagens gay Andrew e Justin numa das temporadas anteriores...

 

 

 


20
Mar 09

 

Estava eu a almoçar e a fazer zapping pelos quatro canais da televisão nacional, quando me deparei com o programa "As Tardes da Júlia", da TVI, que tratava do tema: "Assumo: sou machista". Fiquei boquiaberto com aquilo que ainda pude ouvir de alguns convidados, já que não acompanhei todo o programa. Por momentos, pensei que tinha regredido no tempo… Mas não. De acordo com as declarações dos convidados, orgulhosamente machistas, a mulher não tem quaisquer direitos e quem manda lá em casa é o homem. Trabalhar fora de casa, nem pensar. Eu, que pensava que em pleno século XXI o modelo de um homem cônjuge e pai, autoritário e chefe de família, estava definitivamente posto de lado, tive de equacionar os meus conceitos. Ali estavam três legítimos representantes dessa espécie em vias de extinção, que dá pelo nome de macho lusitano.

 

Ao ouvir aqueles senhores, não resisti a colocar a questão de não existir ainda em Portugal um modelo familiar totalmente igualitário e baseado na co-responsabilização de homens e mulheres. E uma das conclusões a que cheguei é que a entrada das mulheres no mundo do trabalho, sendo actualmente um dado inquestionável, veio provocar efeitos na vida conjugal, nomeadamente ao nível das relações de poder, e na vida familiar e doméstica, no que diz respeito à divisão das tarefas, que passou a ser, mais do que uma vontade, uma necessidade. Talvez sem tomarem consciência disso, aqueles três representantes do machismo lusitano, ao não deixarem as suas mulheres trabalhar fora de casa, acautelaram a sua posição de macho dominante. E o pior é que estas ideias continuam a vingar neste país de brandos costumes. Simplesmente, de cortar os pulsos…

 


06
Mar 09

 

 

Tenho por hábito (acho que saudável, também) acompanhar algumas séries de culto transmitidas pela televisão nacional. Uma das minhas séries preferidas - "Irmãos e Irmãs" - entrou já na sua terceira temporada, tendo estreado no dia 30 de Janeiro na RTP2. Mais uma vez, é-nos dado a conhecer o dia-a-dia da família Walker, um clã repleto de segredos. Nesta terceira temporada, os poucos segredos que ainda restam começam a tornar-se cada vez mais frágeis no seio dos Walker: Rebecca (Emily Van Camp), a filha ilegítima de William Walker e Holly Harper (Patricia Wettig), e Justin (Dave Annable), o benjamim da família, tentam, sem sucesso, esconder os seus sentimentos um pelo outro, e os irmãos Walker montam um plano para encontrar o meio-irmão desaparecido, Ryan, sem que Nora (Sally Field), a matriarca da família, tenha conhecimento disso. Kitty (Calista Flockhart), a mais nova das irmãs, liga à família em busca de conforto e apoio, quando ela e o Senador Robert McCallister (Rob Lowe) iniciam o processo de adopção de uma criança, facto que coloca em risco o seu casamento. Quando Kevin (Matthew Rhys), o irmão gay, e Scotty (Luke Macfarlane) começam uma vida a dois, a carreira de Kevin é posta em risco por Tommy (Balthazar Getty), que o despede do cargo de advogado da empresa familiar, a Ojai Foods, como forma de cortar algumas despesas. Sarah (Rachel Griffiths) continua a conduzir os destinos da empresa, enquanto se intensifica o conflito entre Nora e Holly. Como fio condutor da história, Nora mantém-se firme no seu papel de matriarca, tentando gerir os dramas pessoais dos diversos membros da família. A não perder todas as sextas-feiras num televisor perto de si…


Aqui ficam os vídeos do pedido de casamento...

 

 

... e do casamento de Kevin e Scotty...

 

 

... e também o vídeo promocional da terceira temporada da série

 

 


 

Quase todas as sextas-feiras, ao regressar do trabalho e aproveitando a hora de almoço, tenho o (saudável) hábito de ir ao ginásio. Ainda apanhei a recta final do programa "Fátima" que estava a passar num dos ecrãs de televisão espalhados pelo dito. Há tempos ouvi dizer que este programa, que já teve a liderança televisiva no horário das manhãs, acabou por ver-se relegado para terceiro lugar nesse mesmo horário. E este facto não é de estranhar. Bastava assistir à famosa tertúlia cor-de-rosa, com os intervenientes a digladiarem-se para ver quem alcançava o primeiro lugar no pódio do "quem disse mais mal dos outros". E o que dizer da estafada rubrica humorística do Nuno Eiró, ou de José Freixo, o ventríloquo da boca aberta, e do seu estúpido "pato-marioneta" de nome Donaltim? Acho que o "Fátima" viveu muito de falar dos outros, mas essa era já passou e o formato que num dado momento lhe deu a liderança televisiva deixou de resultar. Parece que os dois novos apresentadores, Carlos Ribeiro e Merche Romero, não estão a fazer melhor. Pelo que me foi dado observar, os conteúdos continuam a ser pouco mais que estupidificantes para os telespectadores, movendo-se entre o insólito, a curiosidade mórbida e o pseudocientífico. Senão vejamos. Falava-se de alguém que tinha salvo uma criança de 3 anos que, encontrando-se sozinha em casa, estava prestes a cair de uma varanda, e de uma mãe que ainda amamenta um filho com 7 anos (!). Com temas como estes, já estou a ver que a SIC mais não faz do que copiar os conteúdos dos seus concorrentes directos. E assim vai o panorama televisivo nacional…

 

publicado por Pensador Insuspeito às 17:49

19
Fev 09

 

Para não ficar atrás da SIC (ou à frente, não sei...), a TVI resolveu também emitir ontem uma maratona, mas onde o amor foi o centro de todas as atenções. Os eternos apresentadores de serviço, Cristina Ferreira e Manuel Luís Goucha, fizeram as honras da casa e deram o "corpo ao manifesto" nesta maratona amorosa sobre o tema: "A Minha Mulher É Linda" e por onde vários casais famosos e anónimos passaram. Os homens puderam assim surpreender as suas parceiras nesta emissão que durou também cerca de oito horas, tal como a da SIC. Parece que a TVI apanhou o comboio do dia dos namorados e ainda não conseguiu encontrar uma paragem... Mas para não defraudar os gostos de todos os possíveis espectadores e até para ser coerente com a orientação sexual de um dos apresentadores, a TVI poderia reeditar outro programa com o mesmo formato mas com o tema: "O Meu Lindo É Lindo". Uma singela recomendação de um telespectador gay...

 

publicado por Pensador Insuspeito às 12:59

 

Devo andar muito distraído ou mal informado mas a propósito de não sei o quê, a SIC resolveu emitir ontem uma maratona de humor com oito horas de gargalhadas (!) e dezenas de convidados. Parece que a corrida começou às 10 horas da manhã e só ao fim da tarde é que Herman José, o apresentador, resolveu cortar a meta! Durante as longas horas da emissão, Herman recebeu dezenas de cantores, humoristas e outras "estrelas" da estação de Carnaxide, os quais tiveram a oportunidade de partilhar com os espectadores episódios engraçados (?) que eles próprios protagonizaram. Agora me lembro que o director de programas da estação, Nuno Santos, caracterizou a maratona como sendo um "manifesto anticrise" (!). Parecia a reedição carnavalesca do celebérrimo "Natal dos Hospitais"... What a silly thing!...

 

publicado por Pensador Insuspeito às 12:18

07
Fev 09

 

 

Não sei se alguma vez acompanharam a série televisiva "Os Tudors", que já teve duas temporadas e que passou na televisão portuguesa no ano passado. Em traços gerais, a série narra a vida na corte do rei Henrique VIII de Inglaterra, começando no período imediatamente anterior à sua separação de Catarina de Aragão, facto que levará Henrique VIII ao rompimento com a Igreja Católica, a fim de aderir à reforma protestante para se divorciar e poder casar com Ana Bolena. Mas o melhor da série é, sem dúvida alguma, o grande amigo e cunhado do rei, Charles Brandon, personagem interpretado por Henry Cavill, para mim um dos homens mais bonitos e sexys da televisão e do cinema. Este é outro que não me importava nada de ter na minha cama todas as noites...

 

E vejam como neste caso a idade só faz bem às pessoas!!!

 

Henry Cavill at the Hollywood premiere of The Count of Monte Cristo

 

Henry Cavill

 


31
Jan 09

 

 

No passado dia 24, estreou na televisão norte-americana "Prayers for Bobby", um filme baseado no livro homónimo de Leroy F. Aarons, que conta a história verídica da vida e o legado de Bobby Griffith, um jovem gay que se suicidou em 1979, devido à intolerância religiosa da mãe e da comunidade onde nasceu e cresceu. Ao saber da homossexualidade do filho adolescente, Mary Griffith (Sigourney Weaver), uma dona-de-casa extremamente religiosa, inicia uma campanha para o "curar", até que Bobby (Ryan Kelley), num acto de dor e desespero, se lança de uma passagem superior de auto-estrada com apenas 20 anos de idade.

 

 

 

Na sequência desse trágico acontecimento, Mary Griffith reconsidera a sua fé e as crenças que lhe tinham sido incutidas sobre a homossexualidade. Desde então, tem empreendido uma autêntica cruzada, alertando para os preconceitos e a violência de que os jovens gays e lésbicas continuam a ser vítimas na sociedade norte-americana, além de se ter tornado uma das mais visíveis activistas da "Associação Nacional de Pais, Familiares e Amigos de Lésbicas e Gays" (PFLAG), associação que luta para que os pais compreendam e aceitem a homossexualidade dos seus filhos. Um filme obrigatório para pais e não só… Enquanto não chega a Portugal, vejam o trailer.

 

 


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Gostei imenso do teu texto.Parabéns! Abraço.
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